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Levantamento Planialtimétrico

Levantamento Planialtimétrico: o guia completo de quando contratar

Levantamento Planialtimétrico: o guia completo de quando contratar

Levantamento planialtimétrico é o levantamento topográfico que registra ao mesmo tempo as medidas horizontais do terreno e as variações de altura, representadas em cotas e curvas de nível. Na prática, ele responde a duas perguntas de uma vez: qual é a área e o formato exatos do terreno e como é o relevo dele. Por isso, é o levantamento mais exigido por prefeituras na aprovação de projeto e o mais usado por arquitetos e engenheiros como base de implantação e terraplenagem. No Brasil, sua execução segue a norma NBR 13.133 e a entrega padrão inclui planta, memorial descritivo e ART ou TRT.

 

O que o planialtimétrico mede

O nome já entrega a composição: plani, de planimetria, e altimétrico, de altimetria. Ou seja, ele soma duas famílias de informação que também podem ser contratadas separadamente.

ComponenteO que registraComo aparece na planta
PlanimetriaÁrea, perímetro, divisas e confrontantesLinhas de contorno e medidas de cada lado
AltimetriaAlturas e desníveis do terrenoCotas pontuais e curvas de nível
Elementos existentesMuros, construções, árvores, redes e acessosSimbologia técnica sobre o desenho

Quando você precisa apenas da área e das divisas, o levantamento planimétrico pode bastar. Porém, assim que o projeto envolve movimentação de terra, drenagem ou implantação de edificação, o relevo vira peça indispensável.

 

Quando o levantamento planialtimétrico é exigido

Ele aparece com frequência nas exigências porque descreve o terreno inteiro, e não apenas seu contorno. As situações mais comuns são:

  • Aprovação de projeto e alvará de construção — a prefeitura precisa do relevo para analisar implantação, recuos e movimentação de terra. Veja o que a prefeitura de São Paulo exige no levantamento.
  • Projeto arquitetônico — sem cotas e curvas de nível, o arquiteto projeta sobre suposição.
  • Terraplenagem — é o levantamento que permite calcular volume de corte e aterro antes da obra começar.
  • Loteamento e parcelamento do solo — a aprovação exige que a planta represente o relevo completo da gleba.
  • Licenciamento ambiental — os órgãos costumam pedir a versão georreferenciada.
  • Regularização e averbação — quando você precisa comparar a situação real com o projeto aprovado.

A lista completa por órgão está em quando a topografia é obrigatória.

 

O que vem na entrega

A entrega padrão de um planialtimétrico reúne quatro peças. Cada uma cumpre uma função diferente, e faltar qualquer delas costuma travar o processo no órgão receptor.

  • Planta topográfica com área, perímetro, confrontantes, cotas e curvas de nível.
  • Memorial descritivo, que traduz o perímetro em texto com rumos, distâncias e confrontantes.
  • Arquivo digital em DWG, que o projetista usa para desenhar por cima. Confirme se ele entra na entrega, pois alguns prestadores cobram à parte.
  • ART ou TRT emitida pelo responsável técnico.

 

Curvas de nível: o que elas realmente dizem

A curva de nível é a linha que une pontos de mesma altitude. Assim, quanto mais próximas elas aparecem no desenho, mais íngreme é aquele trecho do terreno.

O intervalo entre curvas, que chamamos de equidistância, muda conforme a finalidade. Em lote urbano adotamos intervalos menores, justamente porque pequenos desníveis já afetam a implantação. Em gleba rural extensa, por outro lado, o intervalo cresce sem prejuízo do resultado.

Esse detalhe interfere direto no preço, pois curva mais fechada exige mais pontos coletados em campo. O funcionamento completo está em curvas de nível e terraplenagem.

 

Planialtimétrico e planialtimétrico georreferenciado

Os dois termos costumam ser tratados como sinônimos, mas não são. O planialtimétrico comum aceita referência local, que o profissional arbitra no próprio terreno. Já o georreferenciado amarra os pontos ao SIRGAS 2000, o sistema oficial brasileiro.

Na prática, cartórios, órgãos ambientais e o INCRA exigem a versão georreferenciada. Prefeituras, por sua vez, variam conforme o município. Entenda a diferença em quando o planialtimétrico precisa ser georreferenciado.

 

Como o serviço é executado

  1. Orçamento — definimos a área, a finalidade e a exigência do órgão que vai receber o documento.
  2. Campo — a equipe coleta os pontos com estação total, GNSS RTK ou drone, conforme o tamanho e o relevo do terreno.
  3. Escritório — os pontos viram planta e memorial, e o programa interpola as curvas de nível.
  4. Conferência — o responsável técnico revisa o resultado e emite a ART ou TRT.
  5. Entrega — normalmente em DWG, PDF e via impressa.

Em terreno urbano de pequeno porte, o prazo médio entre o campo e a entrega fica em 5 a 10 dias. O detalhamento de cada etapa está em como funciona um serviço de topografia.

 

Quanto custa

Em área urbana cobramos por metro quadrado; em área rural, por hectare. Além do tamanho, três fatores mexem no valor: o relevo, o nível de detalhe exigido e o acesso ao local.

Terreno plano, murado e vazio se levanta rápido. Por outro lado, área com desnível acentuado, vegetação e construções exige mais pontos em campo e mais tempo de escritório. A formação completa do preço está em quanto custa um levantamento planialtimétrico.

 

Quem pode executar e assinar

Somente profissional registrado no CREA ou no CFT pode executar e assinar o levantamento, com emissão de ART ou TRT. Sem esse registro, o órgão receptor recusa o documento mesmo quando ele está tecnicamente correto — veja quem pode assinar cada serviço.

A execução, por sua vez, segue a norma NBR 13.133, publicada pela ABNT, que define terminologia, procedimentos e tolerâncias de precisão.

 

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre planimétrico e planialtimétrico?

O planimétrico registra apenas as medidas horizontais, como área, perímetro e divisas. Já o planialtimétrico acrescenta as alturas, em cotas e curvas de nível, e por isso atende às exigências de projeto e terraplenagem.

Todo planialtimétrico é georreferenciado?

Não. O levantamento pode adotar referência local, arbitrada no terreno. Porém, quando o documento vai para cartório, órgão ambiental ou INCRA, a amarração ao sistema oficial passa a ser obrigatória.

Quanto tempo demora?

Em terreno urbano de pequeno porte, o prazo médio entre o trabalho de campo e a entrega da planta é de 5 a 10 dias. Áreas maiores e levantamentos com muito detalhamento, no entanto, levam proporcionalmente mais tempo.

O arquivo em DWG vem junto?

Depende do contrato. Como alguns prestadores entregam somente PDF e cobram o DWG à parte, confirme isso no orçamento — sobretudo se o seu projetista vai trabalhar sobre o levantamento.

Serve para aprovar projeto na prefeitura?

Sim, desde que atenda ao que o município exige. Cada prefeitura define elementos próprios, como cotas de soleira e amarração de guia, portanto envie sempre o texto da exigência junto com o pedido de orçamento.

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