Empresa de topografia em Sao Paulo
Georreferenciamento Urbano

Georreferenciamento urbano: o que é, quando é exigido e como funciona

Georreferenciamento urbano: o que é, quando é exigido e como funciona

Georreferenciamento urbano é o levantamento que amarra as medidas de um lote, casa ou prédio ao sistema oficial de coordenadas do Brasil, o SIRGAS 2000. Na prática, ele faz cada canto do imóvel ocupar uma posição única e conferível no mapa, em vez de depender de referências que mudam, como muros e cercas. Diferentemente do rural, o urbano não passa pelo INCRA nem recebe certificação federal. Porém cartórios, prefeituras e órgãos ambientais pedem a versão georreferenciada sempre que precisam conferir o imóvel ou confrontá-lo com os vizinhos.

 

O que significa georreferenciar um imóvel

Todo levantamento mede distâncias e ângulos. A diferença está no ponto de partida dessas medidas.

Num levantamento comum, o topógrafo escolhe um ponto qualquer do terreno e mede tudo a partir dele. Assim, as medidas ficam certas entre si, mas não correspondem a posição nenhuma no mundo real. Já no georreferenciado, cada vértice — ou seja, cada canto do perímetro — recebe coordenadas no SIRGAS 2000, o sistema oficial mantido pelo IBGE.

Por isso qualquer outro profissional consegue ir a campo, digitar as coordenadas e encontrar exatamente os mesmos pontos. É essa conferência que dá segurança ao cartório e à prefeitura.

 

Quando o georreferenciamento urbano é pedido

SituaçãoQuem costuma pedirPor quê
Retificação de área do loteCartórioConfrontar o imóvel com os vizinhos
Desmembramento ou unificaçãoPrefeitura e cartórioPosicionar as novas parcelas na malha urbana
Regularização fundiária (Reurb)PrefeituraA lei prevê levantamento com georreferenciamento
UsucapiãoJuízo e cartórioLocalizar com precisão o que a ação pede
Loteamento e condomínioPrefeituraEncaixar o empreendimento na base cartográfica
Licenciamento ambientalÓrgão ambientalCruzar a área com bases oficiais
Projeto interno, sem protocoloNinguémReferência local já basta

Repare na última linha. Quando o documento não sai do escritório do projetista, o georreferenciamento vira custo sem retorno. Por outro lado, sempre que um terceiro precisa conferir a planta, ele passa a ser a escolha segura — e o critério completo está em quando o levantamento precisa ser georreferenciado.

 

Urbano não passa pelo INCRA

Essa é a confusão mais comum. No imóvel rural, a lei obriga a certificação no INCRA para qualquer alteração de matrícula, por meio do sistema SIGEF.

No urbano, porém, não existe certificação federal. O documento segue direto para o cartório, a prefeitura ou o órgão que fez a exigência, e cada um analisa conforme as próprias regras. Por isso a exigência varia bastante de um município para outro — a comparação completa está em georreferenciamento urbano ou rural.

 

Como o serviço funciona

  1. Análise documental. Primeiro conferimos a matrícula, a planta aprovada, quando existe, e o texto da exigência.
  2. Apoio geodésico. Em seguida, amarramos o levantamento a pontos de coordenadas conhecidas, com receptor GNSS — o aparelho que calcula posição por satélite.
  3. Levantamento do perímetro. A equipe mede cada vértice do lote, normalmente com estação total, porque prédios e muros atrapalham o sinal de satélite.
  4. Processamento. Os pontos viram planta, memorial descritivo e tabela de coordenadas.
  5. Conferência e entrega. Por fim, o responsável técnico revisa o resultado e emite a ART ou TRT.

O terceiro passo explica uma particularidade do urbano. Em área rural, o GNSS resolve quase tudo sozinho; já na cidade, prédios altos e árvores bloqueiam o sinal. Portanto, a combinação entre GNSS e estação total costuma entregar o melhor resultado.

 

O que vem na entrega

  • Planta georreferenciada, com o sistema de referência indicado no carimbo
  • Tabela de coordenadas de todos os vértices do perímetro
  • Memorial descritivo — o texto que descreve o perímetro com rumos, distâncias e confrontantes
  • Arquivo em DWG, o formato editável que o projetista usa
  • ART ou TRT, emitida no CREA ou no CFT

 

Quanto custa e quanto demora

Cobramos o georreferenciamento urbano por metro quadrado, como o levantamento comum, com um acréscimo pelo apoio geodésico. Além do tamanho, pesam o número de vértices, a obstrução por prédios e o nível de detalhe que o órgão pede — a formação do preço está em quanto custa o georreferenciamento urbano.

Já o prazo do levantamento fica, em lote de pequeno porte, entre 5 e 10 dias. O que estica o processo é a etapa seguinte, no cartório ou na prefeitura, conforme detalhamos em prazo e documentos do georreferenciamento urbano.

 

Onde ele mais aparece em São Paulo

Na capital e na Grande São Paulo, três situações concentram a maior parte dos pedidos. A primeira é a retificação de área no cartório, quando a matrícula não bate com o lote. A segunda é o desmembramento ou a unificação de lotes. E a terceira é a regularização fundiária de núcleos informais.

Em comum, as três mexem na descrição do imóvel perante terceiros. É justamente aí que o georreferenciamento deixa de ser opcional.

 

Perguntas frequentes

Georreferenciamento urbano é obrigatório?

Não existe uma obrigação federal geral, como no rural. No entanto, cartórios, prefeituras e órgãos ambientais pedem a versão georreferenciada em vários atos, e aí ela passa a ser condição para o processo andar.

Preciso de certificação do INCRA para imóvel urbano?

Não. A certificação do INCRA vale apenas para imóvel rural. O urbano segue direto para o cartório ou para a prefeitura, conforme a exigência.

Minha planta antiga serve?

Depende. Se ela não indica o SIRGAS 2000 no carimbo, provavelmente usa referência local e não atende a quem pede georreferenciamento. Nesse caso, o caminho é um levantamento novo.

O georreferenciamento corrige a matrícula sozinho?

Não. Ele produz a descrição técnica correta; a correção da matrícula acontece depois, no cartório, por meio da retificação de área.

Casa em condomínio também pode precisar?

Pode, sobretudo quando a unidade tem área de terreno própria ou quando o condomínio passa por regularização. Nesse caso, o levantamento considera o perímetro geral e também as frações.

 

Leia também

Pronto para pedir um orçamento? Então veja o que enviar para receber a resposta em até 24 horas.


Conteúdo revisado pela equipe técnica da EEV Topografia, registrada no CREA-SP e no CFT. Portanto, todos os serviços saem com ART ou TRT emitida. Atualizado em [DATA].