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Georreferenciamento Urbano

Georreferenciamento na regularização fundiária urbana (Reurb)

Georreferenciamento na regularização fundiária urbana (Reurb)

Na regularização fundiária urbana, a Reurb, o georreferenciamento é a base do projeto: ele mede o núcleo ocupado, posiciona cada lote e cada construção em coordenadas oficiais e permite que o cartório abra uma matrícula para cada unidade. A Lei 13.465/2017, que criou a Reurb, prevê que o projeto de regularização traga levantamento planialtimétrico e cadastral com georreferenciamento, assinado por profissional habilitado. Sem essa peça técnica, portanto, não existe como transformar uma ocupação informal em lotes registrados.

 

O que é a Reurb

A Reurb é o procedimento que regulariza núcleos urbanos informais — bairros, loteamentos ou conjuntos de casas construídos sem aprovação ou sem registro. Ao final, então, cada morador recebe o título do próprio lote.

Na prática, a lei divide o procedimento em duas modalidades. A Reurb-S atende núcleos ocupados principalmente por população de baixa renda. Já a Reurb-E atende os demais casos. O texto completo está na Lei 13.465/2017.

 

Onde a topografia entra

EtapaO que a topografia entrega
Diagnóstico do núcleoPerímetro total e situação registral da área
Levantamento planialtimétricoRelevo, vias, áreas de risco e drenagem
Levantamento cadastralCada lote, cada construção e cada ocupação
Projeto de regularizaçãoBase para o desenho final de lotes e vias
RegistroPlanta e memoriais para abrir as matrículas

Repare que a topografia aparece em todas as etapas. Por isso, nos projetos de Reurb, ela costuma responder por boa parte do trabalho técnico.

 

Por que precisa ser georreferenciado

Um núcleo informal raramente coincide com os limites da matrícula original. Às vezes ele ocupa parte de uma gleba, mas às vezes atravessa duas ou três.

O georreferenciamento permite sobrepor o núcleo à base registral e descobrir exatamente quais matrículas ele atinge. Além disso, garante que cada lote novo ocupe uma posição única, sem sobreposição com os vizinhos — a mesma lógica que explicamos em SIRGAS 2000 e medição georreferenciada.

 

O cadastro é a parte mais trabalhosa

Medir o perímetro do núcleo, afinal, é rápido. O que consome tempo, porém, é o cadastro: cada casa, cada muro, cada acesso e cada ocupação entram na planta.

Em núcleos densos, por exemplo, com construções coladas e vielas estreitas, o sinal de satélite quase não funciona. Nesses casos, portanto, a estação total faz o trabalho pesado, enquanto o GNSS garante apenas o apoio geodésico. O cadastro segue a mesma lógica descrita em levantamento planialtimétrico cadastral.

 

Quem contrata

  • Prefeituras, que conduzem boa parte dos processos de Reurb-S
  • Associações de moradores, que podem requerer a regularização
  • Loteadores e proprietários de áreas ocupadas, sobretudo na Reurb-E
  • Cooperativas habitacionais com empreendimentos sem registro

Em todos os casos, o profissional precisa de registro no CREA ou no CFT e emissão de ART ou TRT. Como os projetos envolvem dezenas ou centenas de lotes, porém, a capacidade de equipe pesa tanto quanto a habilitação.

 

Prazo e escala

Um projeto de Reurb, portanto, não se compara a um levantamento de lote. O campo pode levar semanas, já que cada unidade precisa ser cadastrada, e a tramitação na prefeitura e no cartório segue calendário próprio.

Por isso, o orçamento costuma considerar a área total e a quantidade de lotes. O guia geral está em georreferenciamento urbano.

 

Perguntas frequentes

A Reurb exige georreferenciamento por lei?

Sim. A Lei 13.465/2017 prevê que o projeto de regularização contenha levantamento planialtimétrico e cadastral com georreferenciamento, assinado por profissional habilitado.

O morador precisa contratar sozinho?

Normalmente não. Como a Reurb trata o núcleo inteiro, a contratação costuma partir da prefeitura, da associação ou do proprietário da área, e não de cada morador.

O levantamento resolve disputa entre vizinhos?

Ele mostra a ocupação real e, por isso, costuma encerrar a maior parte das dúvidas. Quando o conflito persiste, porém, a definição passa pelo procedimento administrativo da Reurb.

Casa em área de risco pode ser regularizada?

Depende da avaliação técnica prevista no procedimento. O levantamento planialtimétrico, aliás, é justamente o que ajuda a identificar declividade e áreas sujeitas a risco.

 

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Conteúdo revisado pela equipe técnica da EEV Topografia, registrada no CREA-SP e no CFT. Portanto, todos os serviços saem com ART ou TRT emitida. Atualizado em [DATA].